21.1.07

Eu e Russel Crowe

Estavamos eu e minha mãe, assistiamos a um filme do bonitão do Russel Crowe. Ao fim do filme, a mocinha vai embora e o pobre fica só. A taradona da minha mãe lamenta: _Um homem bonito desse, acabou sozinho!

Intervi.

_Eu também sou bonito e estou sozinho.
_Estais sozinho porque queres! _ retruca

_Então, ele também está porque quer.
Nova réplica dela, que acreditou piamente no enredo do filme:
_Claro que não! Ela escolheu o marido, por isso ele ficou sozinho.


Concluo:
_Viu. Não estamos sós porque queremos. Estamos sós porque quem queremos, não nos quer.

10.12.06

Uma estação

"Sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim"
Rodrigo Amarante


A lembrança do inverno de 2006 me fará feliz por muito tempo. Nada aconteceu de concreto, nada que se conte aos netos, mas o que se sentiu foi, no mínimo, bonito. Qualquer caso de alguém que goste de outro é, por definição, bonito. Mas assim como na Lógica, o que importa/importou é/foi à forma. A maneira como aconteceu, sem palavras diretas; com um batalhão de amigos que torceram e só eu e ela nos atrapalhando simultânea e aleatoriamente; aftas filhas-da-puta e olhares cheios de frases que nunca foram compreendidas na hora certa.
Sabem por que a esperança é a última que morre? Porque o amor não morre. A paixão foi-se, sobram mágoas, às vezes pensa-se em raiva... , só pensa-se. O respeito existe, acho que isso tem a ver com o amor. Leia-se esse parágrafo lembrando que eu to falando do que senti, o amor não morre, pra quem o sentiu (no caso, eu).
Voltamos para o motivo que tornou o inverno bom; porque é muito bom gostar de alguém, como eu gostei e principalmente de quem eu gostei. Dirijo-me à pessoa agora; é e foi muito bom gostar de ti, houve respeito, por mais aborrecimentos e constrangimentos que houve. Se hoje dói, ou é um saco, valeu a pena gostar. Foi bom gostar.
Antes que alguém diga a clássica frase “não era pra acontecer”, imagino justa e exatamente o contrário, era o típico caso da coisa que tinha tudo pra acontecer e não deu certo. Pouco importa agora no que deu, foi bom sentir.
A quem ler, ficarei grato se não considerar isso um lamento.

3.12.06

Promessas 2007

É o que todos fazemos não é?
Promessas pro ano que vem; vou ser feliz, terei muita paz, comerei Omelete de Queijo em francês...
E nunca dá nada certo, certo?
Só piora, certo?
E daí?
Isso é motivo pra não sonhar, pra não planejar nada melhor, pra não botar as mãos nos projetos dos papéis?
Precisam ser grandes, não.
Aqueles pequenos são os mais legais, por exemplo, meu projeto para 2007 é ficar com duas meninas por mês e ler dois clássicos, apesar de que eu to pensando seriamente em fazer uma alteração, ficar com três meninas e ler um clássico.

E o fracasso? Por que o fracasso te faz parar?
Há quatro anos eu prometo que no ano que vem aprendo a dançar, mas acho que eu sou tão macho que mesmo querendo eu não consigo, porém, esse ano ele ta na lista novamente, talvez não de certo, e daí...
O fracasso te empurra pra frente e pra trás, está enraiado que é pra trás, mas, não sei que poeta eu li, se era Drummond ou Vinícius, ou se era algum filósofo, agora esqueci, sei que falava disso lá, dos erros, de viver com erros, não é sobreviver a eles, é viver com eles. Ahh, lembrei, era Freud em algum lugar do mal estar na civilização. Vamos viver com os erros, se aprendermos alguma coisa com eles, grande bobagem, esqueça o negócio de aprender com o erro pra não errar mais, foda-se, não aprenda e erre novamente.
Esqueça a razão, viva o sentimento. Por favor, só em 2007, perca os preconceitos, ganhe outros, faça teatro e cante quando perceber que isso não vai incomodar ninguém, diga a quem você ama que ela está linda hoje, porque, experiência própria, ela vai estar mesmo, cada dia mais linda que no dia anterior. Cuide dos seus amigos, aquele depressivo, aquele jogado na sargeta, aquele triste. Tenha seu irmão como um amigo, até que essa amizade seja tão forte que tu o considere teu irmão. Lave a louça pra sua mãe e recuse dinheiro do seu pai, a não ser que você precise ou queira muito, trabalhe (olha quem tá falando), mas esse ano vou trabalhar mesmo. Ai, fudeu, já desanimei de 2007.

14.5.06

Patrimônio Cultural de SC

O instituto Bom Jesus comemora, em 2006, oitenta anos desde a sua fundação e consolida-se como uma das instituições educacionais mais respeitada do estado. Decorrente disso, houve uma série de eventos e dentre esses o lançamento de uma peça publicitaria veiculada em diversas mídias. Essa peça tem como frases principais "Bom Jesus-Patrimônio Cultural de Santa Catarina" e "Bom Jesus-oitenta anos de valiosas histórias pra contar". Porém, o que mais me chama a atenção é o logotipo criado para a comemoração dos oitenta anos. Trata-se de vários rostos com expressão de felicidade que formam um 80 enorme. Chama-me atenção não porque eu goste mais de imagens do que de letras, mas sim porque dentre algumas dezenas de rostos sorridentes, apenas um deles é negro.
O espanto me levou a especular: Por que aquele único negro está feliz? Será que houve um concurso pra saber quem seria o único representante da raça da raça no logotipo do IELUSC e ele ganhou? A vitória é a causa da felicidade? Minha opinião, na verdade, é de que ele está sorrindo ironicamente enquanto pensa "Agora descobri qual o verdadeiro patrimônio cultural de SC a que eles estão se referindo. A exclusão de negros e índios de qualquer aparição visual midiática, um reflexo da sociedade catarinense".
Penso que é válida esta observação: apenas um negro, com a frase "Patrimônio cultural de Santa Catarina". Por exemplo, a atual propaganda do banco mais tradicional do estado, o BESC, mostra imagens de pessoas durante várias fases da vida, acompanhada de uma bela narração sobre um povo trabalhador, acolhedor, etc. Não comparando(será?) com o logotipo, mas nessa propaganda do BESC me esforcei pra achar um negro, sem sucesso.
Apesar de saber que Santa Catarina foi colonizada quase que totalomente por brancos europeus, vejo que há muito mais negros nesse estado, do que na relação, um negro entre dezenas de brancos, mostrada pelo logotipo.
Parafraseando Pedro Russi, não quero achar uma solução, mas sim "provocar" uma reflexão sobre o verdadeiro patrimônio cultural de Santa Catarina.

1.5.06

Água não é Vassoura

Quem anda por aí observando a rua, as pessoas e suas atitudes, duvido que não se indigne, assim como eu, com as pessoas que pensam que água é igual a vassoura.
Água não é vassoura!
ÁGUA NÃO É VASSOURA!!!!
Pelo amor de Deus, não é necessário lavar a calçada todos as semanas, a sua casa não fica imunda por causa disso.
Custa aproveitar a água que usou pra lavar a roupa.
E que maldita mania de varrer a sujeira com a força da água, já é um absurdo deixar a torneira ligada enquanto varre, é inadmissivel usar a água como vassoura.

Minha proposta é sempre que você passar por um sujeito que esteja fazendo isso, passe uns cinco metros dele e o xingue de maldito e rogue uma praga pra que ele morra de sede. Se você for mais corajoso que eu, peça um minuto da atenção do sujeito e explique que água não é vassoura e que não é barata também.

A nova geração que vem aí ta sabendo do problema da água e está criano uma conciencia em relação a isso, mas nós temos que fazer algo já para que essa geração que vem possa chegar a idade adulta, parece exagero, mas eu realmente não acredito que a gente dure mais vinte anos.

Valeu

22.4.06

Outubro vem aí, olê olê olá

Ontem eu estava conversando com a minha ex-ficante e ela me deu um susto. Ela que mora em Garuva City disse que estava em Joinville, eu perguntei o porque ela estava aqui, "Fiz o meu título de eleitor"... Putz, pensei, eleição, outubro, Lula, Alckmin, PFL, PT... Assusta-me a idéia, passei quatro anos defendendo o governo Lula, preocupado desde aquela época com essa que chegou. Não sou nenhum estudioso do assunto, mas sou um curioso pelo movimento de esquerda e a defendo do jeito que posso com o pouco que tenho, talvez na prática eu não sou nenhum um pouco socialista(sou sim), mas de coração eu sou.
Como já diz os paralamas "os negros apresentam as suas armas/os fulanos apresentam suas armas..." o PSDB/PFL apresenta as suas armas, o PT apresenta as suas armas..
O problema é saber/perceber a total "forcinha" que a mídia está dando para a direita, afinal, é mídia sempre dependeu da direita e a esta sempre dependeu da mídia. É engraçado saber disso desde muito tempo, e agora começando a estudar um pouquinho, convivendo com professores e lendo mais sobre imprensa e política, ter realmente certeza e ter dados do que sempre desconfiou. Ex: Relações da Globo com ACM, relações de toda a mídia que sobreviveu a ditadura militar tendo que ficar do lado da Direita...
Da mesma forma, olhar a atual cobertura da Globo e Revista Veja, os mais influentes meios de mídia do páis, sobre os quatro anos de mandato do presidente Lula, escondendo as coisas boas que fez, fazendo-as parecer coisas pequenas.
Não concordo que o mandato de Lula foi como deveria ser, como foi prometido. Só não consigo admitir que pessoas como José Agripino, Bornhausen(sei lá como escreve o nome do nazista), não posso concordar que essas pessoas voltem ao poder maior do estado(que deve ser do povo), já não basta ter que atura-los fazendo uma oposição suja e de aparencia, da mesma forma que eles sempre governaram, caso queiram provas do que digo, prestem atenção na TV Senado e depois busquem informações sobre essas pessoas em meios alternativos de imprensa.
Bom, isso ainda vai dar muito pano pra manga.
Até a próxima fiel leitor e comentarista

20.4.06

Entrevista com Clayton Felipe Silveira

Por Clayton Felipe Silveira.

Eu:
_E aí Felipe, eu não conheço bastante ao seu respeito, mas o publico deste blog não conhece, então vamos tentar esclarecer algumas coisas para eles. A começar por essa sua mania de se apresentar por "Felipe", seu segundo nome, sendo que a maioria das pessoas se apresentam pelo primeiro nome. Por que isso?

Eu mesmo:
_Não entendi por que você disse que o publico deste blog não conhece-me, eu e você somos o único leitor desse blog.
A questão do meu nome se da única e simplesmente porque eu gosto mais do segundo nome, "Felipe". Há alguns anos eu descobri que as pessoas gravam o seu nome da forma que você lhe és apresentado na primeira vez. Apresento-me por Felipe há três anos já.
Há, no entanto, outras justificativas, por exemplo o fato de que toda a minha familia me chama de Felipe desde os primórdios da minha existência, eu me conheço por Felipe na minha mente, apesar de que eu não tenho a menor cara de Felipe. Isso tudo não quer dizer que eu não goste de Clayton , acho muito massa a confusão que ele cria por causa da pronuncia diferente da escrita.

Eu:
_Você citou dois pontos que me causam outras perguntas. O primeiro é esse negócio de se conhecer por Felipe e o segundo é algo sobre confusão, sei que você tem certa atração por ela, isso tem explicação?

Eu mesmo:
_Se és burro o suficiente para saber que você, a sua voz mental, te chama por algum nome, eu não sou culpado por isso.
A segunda questão trata de confusão, ela me atrai sim, as pessoas sempre concordarem com tudo sempre me irritou, mas eu não conseguia expressar isso em palavras, no começo deste ano, quando conheci o professor Pedro Russi ele conceituou o que eu sempre quis conceituar, as pessoas devem ter mais dúvidas do que certezas, mais conflitos do que soluções, não é confusão a palavra, mas eu tenho certa dificuldade para achar palavras que designem as coisas com clareza. Se bem que eu nem tenho motivo pra isso..ache a palavra você.

Eu:
_Por hoje é só então, obrigado pela entrevista. Será que podemos continua-la outra hora que o meu dedo não estiver doendo?

Eu mesmo:
_Claro Clayton, assim que você quiser eu estarei disposto, sabe aonde me encontrar

Eu:
_Pode deixar que eu sei sim, estarei na sua cola aonde você estiver.

Continua...aaa, depois da entrevista ele levantou e foram ao banheiro juntos, quietos e com um sorriso amarelo estampado no rosto.